Escala de Glasgow e Escala de Ramsay


Olá Colega,

Você conhece a Escala de Coma de Glasgow e Escala de Ramsay? Hoje vamos falar um pouco dessas duas escalas, contar um pouquinho da história, da utilização e dos benefícios de cada uma.

A Escala de Glasgow foi desenvolvida na década de 1970, oficialmente publicada na revista Lancet em 1970 por Graham Teasdale e Bryan Jennett. A versão inicial do instrumento recebeu o nome de Índice de coma, e após um estudo de estatísticos sobre o sistema de pontuação, transformou-se na Escala de Coma de Glasgow (TEASDALE; JENNETT,1974).

Atualmente a escala é efetivamente utilizada por médicos e enfermeiros na prática clínica, para avaliação de pacientes com lesões cerebrais. É um instrumento essencial para a mensuração do nível de consciência, avaliando a capacidade de o paciente abrir os olhos, comunicar-se verbalmente, obedecer comandos e mover suas extremidades, sendo utilizada desde o atendimento pré – hospitalar até Unidades de Terapia Intensiva. Percebe a importância do instrumento?

Os achados da escala de coma formam a base da tomada de decisão clínica, como necessidade de tomografia computadorizada, intervenção cirúrgica e/ou modalidade de drogas (ROZA, 2004).

  

 A Escala de Ramsay avalia o grau de sedação de pacientes em uso de fármacos sedativos, o escore para avaliação do nível de sedação foi proposto por Michael A. E. Ramsay, nascido em Dublin na Irlanda e formado em Medicina na Universidade de Londres. A Escala de Ramsay avalia o grau de sedação em pacientes de terapia intensiva com escala de valores de 0 a 6.
Nela estão contemplados dois tipos de situações: pacientes acordados e inconscientes., classificados da seguinte forma:

1. Ansioso, agitado ou inquieto, ou ambos;
2. Tranqüilo, cooperativo, orientado;
3. Responde a comandos verbais;
4. Sedado, com resposta rápida à leve toque da glabela ou estímulo sonoro auditivo;
5. Sedado, responde lentamente a estímulo auditivo alto ou toque da glabela ou estimulo sonoro auditivo;
6. Sedado, não responde aos mesmos estímulos dos itens 4 ou 5.

Texto redigido pela monitora do Programa Proficiência, Stephanie Ferreira de Farias.

Referências

TEASDALE, G. JENNETT, B. Assessment of coma and impaired consciousness - A practical scale. Lancet. 1974;2(7872):81-4.)


ROZA, A. B. Einstein - São Paulo (SP). Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Einstein. 2004; 2 (2) : 129


RAMSAY, M.A.E. et al. Controlled sedation with alphaxolone/alphadolone. Br Med J. 1974, ii:656-659.


CARRASCO, G. Instruments for monitoring intensive care unit sedation – Review. Crit Care 2000, 4:217-225


MENDES, C.L. et al - Escalas de Ramsay e Richmond são equivalentes para a avaliação do nível de sedação em pacientes gravemente enfermos. Rev Bras Ter Intensiva. 2008; 20(4): 344-348.

Comentário

avatar Emanuel Postui
+5
 
 
Parabéns pela postagem!
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avatar ivanete
+2
 
 
muito bom
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avatar raquel fontes de araujo
+3
 
 
essencial para a melhora do paciente, e de aprendizagem visual para nos
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avatar Antonio luiz de sena gonçalves
+1
 
 
bom dia cara amigos , quero saber mais sob as escala de Glasgow e Escala de Ramsay ? estou cursando enfermargem e estou enteressado neste areia.
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avatar Thayná
0
 
 
Otimo conteúdo,
A escala de glasgow nos auxilia em muitos diagnósticos, e através dele é possivel salvar uma vida!
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avatar Júlio Eduvirgem - Monitor do Programa Proficiência
+2
 
 
As escalas de avaliações neurológica e de sedação (ECGL - Escala de Coma de Glasgow, Escala de Ramsay, Richmond Agitation Sedation Scale - Rass) são instrumentos preponderantes que são utilizandos a beira do leito em Unidades de Terapia Intensivas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem devidamente treinados. A aplicabilidade destes instrumentos possibilitam a atuação direta e intensiva do profissional de enfermagem ofertando ao paciente um trabalho com qualidade: são os cuidados "gold-standards". Hoje os atendimentos gold-standards são os checklists que faz com que o profissional acompanhe o paciente em uma "janela - window servise" mais ampla e precisa. Entretanto é necessário que o enfermeiro tenha habilidade de realizar a compreensão/interpretação destes instrumentos e planejar a ação da equipe de enfermagem dentro da "gold-hours". Isso influenciará diretamente na acurácia do serviço prestado.
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avatar ANA
+2
 
 
GOSTEI! É IMPORTAANTE REFORÇAR A DIFERENÇA DOS DOIS, POR QUE AINDA VEMOS COLEGAS VERIFICANDO GLASGOW EM RAMSAY, E QUANTO TEMPO APÓS RAMSAY INICIAREMOS INICIAR ESCALA DE GLASGOW, QUANDO PCTE É NEUROLÓGICO?
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