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Manejo da Dor na Criança PDF Print E-mail

Como acadêmica de enfermagem passei por várias situações intrigantes nos estágios e ensinos clinícos. Muitas nos chamam a atenção e ficam em nossas memórias para sempre, por serem marcantes e abalarem o nosso emocional. Com o curso do Manejo da Dor na Criança: um cuidado de Enfermagem, pude ver a importância dessa percepção nos profissionais de Enfermagem.
No começo do ano passado, tive a oportunidade de estagiar na CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) e acompanhar os índices de infecções hospitalares na UTI Neonatal. No primeiro contato com esta realidade entrei em choque, por ver a magnitude e a complexidade do setor, que é tão delicado e encantador e no outro extremo tão difícil e complexo de obter percepções sobre as respostas dos recém nascidos. Estes bebês, por vezes, nem força para chorarem possuem!
Aí que encontramos a dificuldade de notar a evolução desses pacientes: se o mesmo está sentindo dor, se está confortável ou não, se reage a estímulos, conhecer as técnicas que aliviem a tensão e o estresse, as ações não farmacológicas que podemos utilizar e que por falta de conhecimento e embasamento teórico não colocamos em prática.
Com o Proficiência compreendi que é possível descobrir todas estas questões e ampliar o nosso olhar clínico sobre esses pacientes, colocar em prática ações que contribuam para o bem-estar dos mesmos. E por fim, promover um melhor atendimento a estes clientes tão pequeninos e que necessitam tanto dos nossos cuidados.

"Gianna Schreiber- Monitora Curso Proficiência - COFEN"

 
Ainda me sinto útil PDF Print E-mail

Neste momento, me sinto muito feliz por poder concluir mais uma etapa de mais um curso de tantos que pretendo fazer no Program Proficiência. Pela manhã, recebi um telefonema de uma monitora muita simpática para me lembrar que uma avaliação estava disponível e que eu não tinha alcançado a nota mínima de aprovação do curso. Tratei com a monitora sobre alguns problemas de ordem dos transtornos mentais que vivencio em minha casa.

Em relação a mim, após um evento cirúrgico grave, me deram o diagnóstico de depressão e ansiedade generalizada. Relutei a aceitar, pela minha própria história de vida e comportamento alto-astral. Depois de "me perceber" com extrema dificuldade de concentração, hiperatividade, distúrbio do sono e outros sintomas, vi que precisava de ajuda. Recusei o psiquiatra (medo do estigma social e consequência na minha vida profissional). Após longas sessões de tratamento com neuropsicologo e neuroclinico, finalmente o diagnóstico de Disfunção Executiva Cerebral (DEMÊNCIA aos 45 anos!!!). Segundo ele, o fato era tratável e transitório. Já fazem 2 anos. Não consigo evoluir. As sequelas são importantes e visíveis: me perco, me esqueço de fatos recentes, de pessoas, de casa, de objetos pessoais, nunca sei em que dia estou, e isto tudo me traz um sofrimento psíquico muito grande. Mas não me deixei abater.

Estou sempre buscando atividades que me ajudem a explorar minha memória recente. Faço Kumon, ioga, biodança, massoterapia, escrevo o que consigo lembrar no final do dia. Fui desviada da função no meu trabalho, não presto mais assistência direta, mas onde me colocaram procuro usar minha criatividade para facilitar o trabalho das colegas e aumentar o nível de conhecimento dos clientes a cerca do funcionamento de seu organismo físico, emocional, social. Ainda me sinto muito útil e desde que comecei a fazer os cursos online ofertados pelo COFEN (Programa Proficiência), me sinto renovada a cada dia. Cada curso é um desafio: faço novas pesquisas, me atualizo e me convenço de que é possível ter doença psiquica e saber lidar com os diferentes sentimentos que esses sofrimentos nos causam sem deixar de contribuir pra nossa própria evolução e da sociedade.

É claro, não sou nehuma heroína. Tenho minhas recaídas, tristezas interiores, sensação de impotência, sensação de ter-me perdido de mim; mas nao deixo que essas quedas me nocauteiem até não me levantar, pelo contrário, busco força na minha própria mente sofrida e supero-me. E venço cada dia um pouco mais. E conto esta história não pra comover, mas dizer o quão válidos são os cursos online do COFEN pra quem realmente os quer aproveitar! Em especial, agradeço a elaboradora do curso que realizei (Distúrbios Emocionais e Comportamentais do Cliente na Clínica), a cara colega Mestra Claudia Dalle Piagge, sua monitora e demais que a subsidiaram neste pleito.

MEU MUITO OBRIGADA!!! FELIZ NATAL E UM ANO NOVO, NOVO DE TUDO, E MANTIDO POR ESSE AMOR À NOSSA PROFISSÃO, DEMONSTRADA POR TODOS QUE ELABORAM E MONITORAM OS CURSOS SOB GESTAO DO COFEN. PARABENS MESTRES, ETERNOS MESTRES! PARABENS, COFEN!!!!


“Marly Valentim (Enfermeira de Recife-Pernambuco que neste mês inicia seu 4º curso no Programa Proficiência)”

 

 
Discussão de equipe em frente ao paciente PDF Print E-mail

Segundo Roehrs H (Curso de Implicações Éticas na Enfermagem e Bioetica- Programa Proficiência), o profissional de enfermagem responsável, além de sua habilidades técnicas,competente em suas ações, não pode deixar de considerar a humanização no ato  de cuidar. Por mais simples que seja a ação, deve prestá-la com perícia técnica impecável, lembrando que é aplicada em alguém que tem nome, família e inserção e representatividade na sociedade. Em uma situação vivenciada como acadêmica, presenciei uma equipe mutiprofissional, discutindo o caso de um cliente em frente ao leito, com a presença de mais clientes no quarto. Na discussão, afirmavam " não devemos mais investir nossos recursos nele".

Diante daquela situação, uma enfermeira interviu com educação, porém incisiva, na conversa. Afirmou que acima de tudo ela respeitava a vida, e então iria fazer tudo o que poderia ser feito. Neste momento, percebi a ética dela, pois imagine um monte de pessoas de branco num quarto com mais clientes internados todos ouvindo a equipe combinar que nada mais será feito por aquele cliente. Fico indignada imaginando a reação deles...

"Werydiane Matuszwski Silva - Acadêmica de Enfermagem e Monitora do Programa Proficiência"

 
Distúrbios Emocionais e Comportamentais do Cliente na Clínica PDF Print E-mail
Estudando o curso Distúrbios Emocionais e Comportamentais do Cliente na Clínica lembrei-me de uma situação que ocorreu quando eu ainda era recém formada, há quase dez anos atrás. Este é um momento que gera inquietação, pois existe o conhecimento científico, mas ainda a ausência da vivência prática, o que contribui para em alguns momentos nos depararmos com a insegurança.

Atendi um cliente que apresentava queimadura de 3º grau em perna D, 2% da SCQ, ocasionada por contato direto com cano de escape de motocicleta. Ao ser atendido apresentava bastante sujidade corporal, contaminação da lesão com presença de miíase, sendo necessário o internamento para o tratamento e enxertia. O cliente aplicava pó de café e cobria a lesão com teia de aranha para tratar a lesão e relatou que somente infeccionou por ter ingerido ovo durante o tratamento. Ele realmente acreditava naquilo! Durante a anamnese negou uso de álcool e drogas. Passado três dias de internamento apresentou agitação psicomotora e comportamento agressivo, solicitando constantemente a alta argumentando que precisava voltar para casa. Neste momento questionei com o residente que o acompanhava o comportamento alterado que poderia estar sinalizando um quadro de abstinência, mas respondeu que não poderia ser, pois não utilizava álcool e nem drogas. O cliente indignado por não ter recebido a alta agrediu uma profissional de enfermagem dizendo que iria embora de qualquer maneira. No meio da confusão consegui acalmar o cliente e logo chegou o segurança da instituição. Reforcei novamente a necessidade da continuidade do tratamento, mas sem sucesso, foi assinada a “alta a pedido” e o cliente foi embora.

Este caso foi discutido com a equipe. Passado alguns dias o cliente retornou a instituição solicitando o internamento, mas não havia vagas, então solicitou a minha presença. Relatou que sentia confiança em mim e então afirmou que fazia uso de drogas e precisava de ajuda e tratamento. O médico responsável foi chamado e então após um remanejamento no setor, o cliente foi novamente internado e o tratamento e cuidado foram realizados com sucesso.

Este é um caso que realmente marcou, pois precisamos ter um olhar perspicaz além do conhecimento e perseverança para a realização do cuidado e humanização, com segurança na realização das ações.

Acredito que o profissional de enfermagem deve agregar os conhecimentos sobre todas as áreas da profissão para qualificar o atendimento de forma ampla e científica, conseguindo sistematizar o cuidado de uma forma segura através do desenvolvimento de competências e habilidades.


"Patricia Cesario - Enfermeira e Tutora do Programa Proficiência"

 

 
Câncer de Mama PDF Print E-mail

Recentemente tive a experiência de lidar com uma paciente muito especial em tratamento de câncer de mama, minha mãe. Como foi difícil ajudá-la estando também sensibilizada. Por um momento fiquei em dúvida se era melhor possuir, ou não conhecimento do tratamento que ela ainda teria que passar.

Não diferente dos outros pacientes ela passou por todas as fases da doença: negação, raiva, medo/angústia, depressão e enfim a aceitação. Comum entre as mulheres que se submetem a tratamentos quimioterápicos, o constrangimento e medo em questionar o assunto dificultavam ainda mais o tratamento. Mediante a estas situações cabe a enfermagem priorizar o aspecto educativo: esclarecendo dúvidas, anseios e possíveis efeitos colaterais, sem deixar de ressaltar a importância do aspecto psicológico envolvido em todas as etapas do tratamento. Neste momento senti a importância de ter conhecimento na área, aplicando de forma incisiva e calorosa, priorizando a qualidade de vida e amenizando as reações adversas causadas pela quimioterapia, e esta assistência representou uma melhora significativa nas crenças e valores que até então minha mãe havia esquecido. Sempre soube que o trabalho da enfermagem como muitos ainda pensam, não consistia apenas em aplicar medicações, auxiliar na higiene do paciente, e outros, mais sim oferecer conforto em todos os aspectos. Porém fortaleci o que já sabia, aprendendo sem dúvidas a priorizar um atendimento humanizado com apoio e dedicação a cada paciente de uma forma especial, trazendo muito mais do que o ato de cuidar, e sim doação e dedicação não somente pela profissão, mas também pelos pacientes que requerem nosso apoio e ajuda em todos os momentos.

Hoje faz quatro meses que juntas terminamos o tratamento, além de aceitar a doença e acreditar que a união da família e o apoio recebido foram extremamente importantes para o sucesso de seu tratamento, ela ajuda outras pessoas que enfrentam a mesma situação que ela já vivenciou, incentivando a procura dos programas de Prevenção ao Câncer de Mama oferecidos pelo ministério da saúde como o INCA ( Instituto Nacional de Câncer de Mama) e o IBCC ( Instituto Brasileiro de Controle do Câncer). Hoje posso dizer que agradeço o conhecimento adquirido pela profissão, pois este me ajudou na recuperação de minha mãe.

Sites Recomendados:

  http://www.mulherconsciente.com.br

  http://www.ibcc.org.br

  http://www.inca.gov.br  

"Thamany Sousa - Estudante de Enfermagem" - Curitiba - Paraná

 

 

 


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